Capítulo II
O TCC e a
utilização das Técnicas e Princípios da Metodologia do Trabalho Científico.
1 - Objetivos desta disciplina.
Um dos objetivos desta disciplina é Habilitar o
aluno a elaborar um projeto de TCC e introduzir o aluno na preparação do TCC.
Este
tipo de projeto de redação escrita científica é na prática “uma tese de
conclusão de curso (TCC)”, eventualmente chamada trabalho de conclusão de
curso, trabalho de graduação interdisciplinar, trabalho final de graduação,
projeto de formatura, projeto experimental ou monografia de curso, com suas
respectivas siglas, é um tipo de trabalho acadêmico amplamente utilizado no
ensino superior e técnico, no Brasil, como forma de efetuar uma avaliação final
dos estudantes, que contemple a diversidade dos aspectos de sua formação
educacional parar o aluno para redigir um texto científico.
Em
muitas instituições, o TCC é encarado como critério final de avaliação do
aluno: em caso de reprovação, o aluno estará impedido de obter o diploma e
consequentemente exercer a respectiva profissão até que seja aprovado.
Neste
capítulo vamos desenvolver a ideia do que possa a vir ser “o escopo e o formato
do TCC, assim como sua própria nomenclatura”.
É
bom frisar que o TCC varia entre os diversos cursos e entre diferentes
instituições, mas na estrutura curricular brasileira ela possui papel de
destaque: em cursos ligados às ciências, normalmente é um trabalho que envolve
pesquisa experimental, em cursos de caráter profissional, normalmente envolve:
pesquisa bibliográfica e/ou empírica, a execução em si e uma apresentação de um
projeto perante uma banca examinadora entre 3 e 5 professores (não
necessariamente com Mestre /ou Doutor).
A
Banca Examinadora formada para tal propósito não cria nenhuma expectativa de
originalidade.
Assim,
podemos dizer que o TCC pode ser uma compilação (e não cópia) de outros ensaios
com uma finalidade, um fio condutor, ou algo que forneça um roteiro, uma
continuidade.
II - Autonomia das Universidades e Instituições de
Ensino Superior (IES)
Para
entender em relação ao fim ou não da aplicabilidade obrigatória do TCC, é
importante conhecer a autonomia universitária.
As
Universidades e os Centros Universitários gozam de autonomia, o que lhes
permite a autonormação de seu funcionamento, assim sendo seus Regimentos não
está sujeitos à prévia aprovação pelo poder público. No entanto, seus
Estatutos, documentos mais abrangentes que os regimentos, passam pela análise
do Ministério da Educação (Lei Federal nº 9.394/1996 – LDB e Decreto Federal nº
5.786/2006).
“A
autonomia acadêmica conferida às universidades engloba a competência para
autonormação de seu funcionamento, o que lhes assegura a prerrogativa de
definirem internamente as suas disposições regimentais. Portanto, os regimentos
universitários não estão sujeitos à prévia aprovação pelo poder público”.
(Parecer CNE/CES nº 282/2002)
Os
estabelecimentos de ensino não universitários devem, em um único documento,
denominado regimento, dispor sobre suas características institucionais, sua
estrutura organizacional, relacionamento com o ente mantenedor, e sua
operacionalidade acadêmica (Lei Federal nº 9.131/1995). Tais regimentos, por
sua vez, estão sujeitos à aprovação pelo poder público, na ocasião da expedição
dos atos autorizativos de credenciamento e recredenciamento.
Ressalte-se
a necessidade de especificação pelos regimentos, que das deliberações de seus
colegiados superiores não caberá recurso ao Ministério da Educação - MEC ou ao
Conselho Nacional de Educação - CNE. A instância administrativa exaure-se no
âmbito da própria IES.
Dentro
desta ampla visão jurídica e administrativa existem questões que devem ser
resolvidas diretamente na Instituição de Ensino, exemplos:
1. Pendências
de Disciplinas;
2. Critérios
de Avaliação;
3. Aproveitamento
de estudos;
4. Normas
e Procedimentos de Trabalho de Conclusão de Curso*;
5. Obrigatoriedade
prevista pela Diretriz Curricular do Curso;
6. Trancamento;
7. Atividades
Complementares;
8. Estágio
Supervisionado;
9. Provas
Substitutivas;
10. Revisão
de Provas;
11. Discordância
de aproveitamento de estudos.
As
questões citadas devem ser explicitadas no Regimento da Instituição de Ensino,
o qual se constitui em documento que incluem direitos e deveres relativos à
comunidade acadêmica, bem como dispõe sobre o Projeto Pedagógico do respectivo
curso de nível superior. Ambos os documentos devem ser disponibilizados pela
Instituição de Ensino.
III – Regulamentação do TCC em face da autonomia das
IES.
Como
citado cada instituição universitária tem suas regras. Basicamente algumas
dispõem de “REGIMENTO INTERNO PARA ELABORAÇÃO, APRESENTAÇÃO E APROVAÇÃO DO
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO...”.
Podemos orientar aos interessados dizendo que fiquem atentos a um
roteiro base para a elaboração temática. Quando dizemos roteiro básico, é
sugestão para ROTEIRO DE AVALIAÇÃO DO TCC.
I – FORMA.
1
– Apresentação: obediência às regras definidas para o TCC;
2
– Estrutura: - organização temática em itens e subitens;
3
– Redação - correção, clareza, objetividade.
II – CONTEÚDO.
1
– Abrangência e atualização dos dados:
a) Fontes primárias e secundárias consultadas;
b) Bibliografia Adequada.
2 – Coerência Teórica Metodológica.
a) Relevância da Temática;
b) Correlação entre a proposta teórica e os
procedimentos metodológicos no trato do objeto de estudo;
c) Adequação da conclusão com a justificativa e
os objetivos propostos;
d) Conclusões e Proposições de utilização dos
resultados da investigação realizada.
Anteriormente
comentamos em relação a “Autonomia das Universidades e Instituições de Ensino
Superior (IES)”. Ressalte-se que a autonomia regimental das IESs deve regular o
TCC e varias faculdades assim, se conduz. O TCC tem um padrão de orientação,
elaboração e apresentação (do Trabalho de Conclusão de Curso), regulado em
Regimento Geral ou especifico.
2.1 - Trabalho de Conclusão de Curso.
O
projeto de TCC envolve a realização de pesquisa e é uma atividade obrigatória
em vários cursos universitários e se incorpora as diretrizes curriculares dos
cursos das diversas universidades brasileiras.
Nos
currículos brasileiros, nas IES, a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC) é parte integrante da grade curricular e é requisito para diplomação.
Em
algumas universidade e Faculdades essa atividade está vinculada às disciplinas
de Seminário de Trabalho de Conclusão de Curso I (TCC I) e Seminário de
Trabalho de Conclusão de Curso II (TCC II). E, essa condição de disciplina
subordina a atividade às orientações, normas acadêmicas e administrativas da
universidade, sobretudo no que se refere ao controle de frequência, lançamento
de notas, cumprimento da carga horária e prazos de entregas dos trabalhos. As
demais normas que orientam a atividade estão previstas neste regimento.
O
projeto de TCC além da realização de pesquisa e base para o estudo com
posterior sistematização na forma de uma monografia, elaborada individualmente.
Trata-se
de investigação sobre um objeto de estudo pertinente à profissão e à realidade
social em suas diferentes expressões.
O
curso universitário e o projeto acadêmico da unidade devem está orientado
pedagogicamente para articular dimensões formativas, interventivas e
investigativas na formação do respectivo profissional e, nessa direção, a
elaboração do TCC é estratégia primordial.
A
pesquisa possibilita ao aluno interface com o conhecimento acumulado nas suas
áreas e áreas afins, assim como inicia o aluno no universo da investigação,
sistematização de estudos e análises científicas.
O
regimento, definindo responsabilidades e procedimentos, permite que o processo
pedagógico seja claramente conhecido de professores e alunos, além de
estabelecer bases comuns de rotinas e procedimentos entre os alunos.
2.2 - Trabalho de Conclusão de Curso: DA ELABORAÇÃO DO
TCC.
O
recomendável é que cada aluno tenha um orientador nas disciplinas Seminário de
TCC I e II, que em geral são disciplinas direcionadas para o conhecimento da
Metodologia do Trabalho Científico.
O TCC
deve ser orientado de forma que as áreas temáticas de estudo venham a observar
à seguinte ordem:
a)
concentração de estudos;
b)
aproximação de estudos temáticos e
c)
possibilidades de interesse de estudo, num total mínimo de seis indicações.
Esta
lista deve ser disponibilizada aos alunos que terão acesso de preferência, um
semestre antes de ingressar na disciplina seminário de TCC I.
Outra
recomendação importante é que o TCC deve estar articulado, prioritariamente, às
linhas de pesquisa ou projetos de extensão ou estágios da faculdade e,
obrigatoriamente, relacionar-se com temas na área de formação do acadêmico no
seu conteúdo ou relevância.
A
Universidade ou IES tem o dever e o aluno, goza deste direito acadêmico, ou
seja, ter uma orientação.
O TCC
deve consistir em uma monografia elaborada individualmente.
Na
observação da sequência aqui apresentada se constitui pré-requisito para a
aprovação na disciplina de TCC I o estabelecimento de um plano de trabalho
entre professor e aluno contemplando como produto final, pelo menos uma das
seguintes possibilidades: elaboração de um capítulo da monografia, elaboração
de instrumentos de pesquisa e levantamento de dados, reelaboração de projeto de
pesquisa, quando necessário, entre outros.
O
aluno deve receber orientação, em dia e horário, em consonância com o
desenvolvimento do Projeto, a ser acordado entre orientador e orientando.
Aos
discentes observem que considerando que
as disciplinas de TCC I e TCC II possuem em média carga horária de 90 horas e
frequência mínima de 75%, caso os alunos não compareçam até 45 dias do início
do período letivo, após a indicação do orientador, o professor deverá comunicar
a Coordenação de Graduação e a chefia do Departamento.
Os
TCCs deverão ser entregues em três vias impressas e encadernadas, mais uma
cópia em mídia eletrônica, rigorosamente no prazo determinado pela Faculdade,
na secretaria dos departamentos, mediante registro de controle do nome do
aluno, título do TCC e data de entrega.
Algumas
universidades fixam na sua regra que após o lançamento das notas, duas cópias
serão devolvidas ao aluno. O prazo de
entrega não deverá ultrapassar dez dias anteriores à data final de entrega das
notas do semestre definida pelo calendário oficial da Universidade. Porém a
recomendação nesta disciplina e que, o discente busque o regulamento dos TCCs
em sua IES.
2.3 - Trabalho de Conclusão de Curso: DA APRESENTAÇÃO
DO TCC.
É
importante ressaltar que a maioria das IES impõe como forma, as citações de
autores, as menções a autores, a citação de citação, as notas e as referências
para o TCC, tomando como base a orientação das normas gerais da Universidade
para apresentação de teses e dissertações mais atualizadas.
2.4 - Trabalho de Conclusão de Curso: DO JULGAMENTO DO
TCC.
Observem
os respectivos regimentos universitários, em algumas IES as Bancas Examinadoras
dos TCCs serão compostas pelo orientador e dois professores indicados pelo
orientador, ouvido o aluno, entre os professores que têm concentração ou
aproximação de estudo com a temática a ser examinada, consultada a relação de
estudos apresentados.
Dentro do critério da unidade poderá integrar
a Banca Examinadora docente de outra instituição ou profissional considerado
autoridade na temática de TCC a ser avaliado, com grau mínimo de Mestre.
O
orientador em comum acordo com o aluno e demais examinador definirá o local,
data e horário da sessão de avaliação do TCC.
A
sessão acadêmica de avaliação do TCC terá dois momentos:
a)
No primeiro, o aluno apresentará uma síntese
do TCC, destacando as razões da escolha da temática, os objetivos do trabalho,
o referencial teórico escolhido e principais autores utilizados, os
procedimentos metodológicos e as conclusões do estudo. Esta etapa durará no
máximo 20 minutos.
b)
No segundo momento, cada membro da Banca, (o
orientador deverá ser o último) apresentará o resultado de sua avaliação
referenciada pelo Roteiro de Avaliação do TCC (que foi citado no parágrafo
acima no texto: III – Regulamentação do TCC em face da autonomia das IES), com
suas apreciações e justificativas, tendo em vista instrumentalizar o debate
entre os integrantes da Banca.
c)
É prática que a sessão de avaliação do TCC,
considerando-se as duas etapas, TENHA DURAÇÃO NÃO SUPERIOR à uma hora e trinta minutos
(1,30 horas).
Conclusa
a apresentação a banca elaborará um parecer referenciado pelo Roteiro de
Avaliação do TCC e atribuirá uma nota de zero a dez, admitindo-se meio ponto
como fração.
Recomenda-se
como referencial neste trabalho para fins meramente de visão da prática do
contexto, o ROTEIRO sugerido pelo Professor César Augusto Venâncio da
SILVA(2017).
MODELO:

A
avaliação final do TCC será a média aritmética das notas atribuídas por cada
examinador, admitindo-se de 0,1 a 0,9 como frações.
A
nota final mínima exigida para aprovação do TCC é cinco, resultante da média
aritmética das notas dos três examinadores.
Na
prática, nas grandes universidades federais, estaduais, municipais e privadas,
os TCCs são encaminhados PELA SECRETARIA DOS DEPARTAMENTOS para os Centros de
Documentação e memória da faculdade (CEDOM), em uma via impressa e uma em mídia
eletrônica.
Os
docentes e discentes observem os respectivos regulamentos das IES, pois estes
agentes podem interpor recursos acadêmicos quando não lhe convier tecnicamente
os resultados das Bancas.
Os
recursos são normalmente destinados às chefias de Departamento, em primeira
instância ou, das decisões destes, ao colegiado superior definido no Regimento
da instituição acadêmica.
Em
alguns casos o assunto (TCC) já foi tratado no judiciário brasileiro, pois
certas condutas acadêmicas de docentes e discentes entram em conflitos que não
solucionados frente a questões definidas nos respectivos regimentos acadêmicos.
IV – TCC - Pré-projeto.
O
aluno aspirante a desenvolver um projeto de TCC deve conferir os elementos que
devem estar presentes no projeto que começa a monografia.
4.1. TCC - Definição do problema.
O
aluno deve expressar de maneira sucinta a questão que pretende abordar em seu
TCC.
4.2. TCC – Objetivos.
Divididos
em objetivo geral e específicos, eles mostram o que se pretende conquistar com
a pesquisa e o percurso a ser caminhado. Eles costumam começar com verbos no
infinitivo, como analisar, compreender, entender etc.
4.3. TCC – Justificativa.
Esse
é o espaço em que o aluno deve abordar a relevância da pesquisa que pretende
realizar. É importante mostrar qual a contribuição que o trabalho pretende
trazer para sua área do conhecimento.
4.4. TCC – Cronograma.
Definir
as datas limite para cada passo (e cumpri-las) é essencial para que não haja
atropelos durante a realização da monografia.
4.5. TCC - Docente Orientador.
A
realização de um TCC só é possível quando existe um professor orientador
capacitado que percorre o caminho com o aluno. Esse profissional, na visão do
professor César Augusto Venâncio da SILVA (2017), “deve SE CONDUZIR COMO UM
MEDIADOR e não deve impor suas vontades
ao orientando. A função do orientador é
mostrar o caminho que o estudante deve seguir durante o trabalho, indicando
sugestões de bibliografia entre outras atitudes”. Na visão de SILVA (2017) “O
papel do aluno é buscar, PERQUIRIR os
elementos que precisa para a realização da sua monografia(...) Não se pode
admitir um aluno que se torne dependente, que precise ser levado na mão pelo
orientador. O aluno é parceiro do orientador nessa pesquisa”.
4.5.1 - TCC - Docente Orientador: A Banca.
Neste
momento o aluno se depara com o passo quase final do TCC. Não esquecer que o
foco deve ser uma exposição sobre o núcleo do trabalho, nada descritivo ou
didático. O importante nessa apresentação é mostrar o que o levou àquela
pesquisa e quais foram os resultados alcançados. O SILVA (2017) sugere que “O
aluno tem de ter em mente que os docentes presentes na banca já acessaram previamente
o conteúdo do trabalho e já o leram”.
4.5.2 - TCC - Docente Orientador: Aluno Sem ideias?
O aluno, nesta sala pode ponderar dizendo: “Professor,
estou sem ideias!”.
Sem
ideias?
Para
quem está se aproximando do momento de iniciar o TCC e não se sente seguro
sobre o tema que objetiva pesquisar, o Professor SILVA(2017)”aconselha aos
interessados que relacione um conjunto de temas na sua futura área de atuação,
participe de seminários, palestras, para que possa ter contato com áreas
possíveis de serem exploradas” o silva(2017) alerta ainda que “São em eventos
assim que surgem as inquietações, as perguntas que podem ser utilizadas como
objeto de pesquisa”.
4.5.3 - TCC - Docente Orientador: O Aluno deve sair da
teoria.
A
formação acadêmica nas ciências humanas e sociais, pelo próprio universo
intelectual em que estão inseridos, é comum que as pesquisas desenvolvidas na
monografia sejam teóricas. Mas essa é uma realidade que pode estar mudando.
SILVA
(2017) aponta que as novas matrizes curriculares instituídas pelas IES estimula
um trabalho diferente, que possa levar à pesquisa de campo, por exemplo. “Ainda
haverá a pesquisa clássica, mas é importante que haja um leque de
possibilidades, como pesquisas em áreas sociais e humanas, como na filosofia,
no direito, etc”.
4.5.4 - TCC - Docente Orientador: Os cursos superiores
em ciências humanas.
Ciências
Humanas, ou Humanidades. Podemos dizer
que essa é uma das áreas do conhecimento muita ampla e envolve o estudo dos
indivíduos e como eles estabelecem relações entre si, como se comportam e se
organizam. Relações sociais e o homem
estão no centro das atenções. Alguns cursos de Ciências Humanas são oferecidos
em grau de bacharelado e licenciatura, outros recebem uma nomenclatura
diferente, mais específica, ao serem oferecidos como grau tecnológico. Nesta
área de Ciências Humanas temos três tipos de cursos superiores:
4.5.4.1 – O Curso de Bacharelado:
dura entre 4 e 5 anos (exceto o curso de Medicina, que dura 6) e forma
profissionais com uma visão ampla daquela área do conhecimento. Tem uma carga
considerável de disciplinas teóricas. É obrigatório para o exercício de algumas
profissões, como de Advogado e Arquiteto, por exemplo. Em relação à Medicina,
graduação ou bacharelado, ver NOTA DO AUTOR (*) NA.
4.5.4.1..1 – O Curso de Bacharelado em
Direito.
O
acadêmico em direito, para alcançar seu tão sonhado título de Bacharel, só
estará completo após ter passado pela conclusão da apresentação do trabalho de
conclusão de TCC. O Professor SILVA(2017) se refere as suas observações em que
afirma “a monografia como resultado de um ano, ou mais de dedicação e pesquisa
de alunos mais proativos, de outro lado assusta alguns alunos, que se sentem
intimidados pela figura do TCC porque simplesmente toma a decisão de só se
preocupar com o tema faltando um semestre”.
4.5.4.1..2 – É preciso escolher um tema, definir o
orientador.
O
aluno que frequenta um curso Superior de Bacharelado, que tem em media 10
semestres de estudos e só se preocupa com o TCC faltando 180 dias para sua
jornada final, merece uma censura velada. Aos alunos se afirma que é preciso
escolher um tema, definir o orientador, ler vários livros e produzir uma obra
para ser avaliada por examinadores, muitas vezes desconhecidos dos estudantes. Essa
etapa da carreira permite que o futuro bacharel aguce a curiosidade e pesquise.
"O aluno sai de uma posição passiva e precisa agir com autonomia para
pesquisar", sugere SILVA(2017).
4.5.4.2 – O Curso de Tecnológico: dura entre 2 e 3
anos e concentra as disciplinas em uma área específica de uma profissão. É
voltado para as necessidades do mercado de trabalho e normalmente conta com boa
carga de disciplinas práticas.
4.5.4.3 – O Curso de Licenciatura: dura entre 4 e 5
anos e prepara professores e educadores. Apresenta disciplinas ligadas à
Pedagogia e à prática em sala de aula. Para se formar, é obrigatório fazer
estágio.
4.5.5 – Os Cursos superiores na área de Ciências
Humanas.
São
muitas as opções de curso superior de Ciências Humanas. Conheça 90 deles!
1.
Administração;
2.
Administração pública;
3.
Agenciamento de Viagens;
4.
Antropologia;
5.
Arqueologia;
6.
Arquivologia;
7.
Artes;
8.
Artes Cênicas;
9.
Artes Plásticas;
10.
Artes Visuais;
11.
Assessoria de Comunicação;
12.
Audiovisual;
13.
Biblioteconomia;
14.
Ciências Atuariais;
15.
Ciências Políticas;
16.
Ciências Sociais;
17.
Cinema;
18.
Conservação e Restauro;
19.
Contabilidade;
20.
Comércio Exterior;
21.
Comunicação;
22.
Comunicação Assistiva;
23.
Comunicação Digital;
24.
Comunicação Institucional;
25.
Comunicação Jurídica;
26.
Conservação e Restauro;
27.
Dança;
28.
Design de Interiores;
29.
Design Gráfico;
30.
Direito;
31.
Economia;
32.
Ecoturismo;
33.
Editoração;
34.
Educação;
35.
Estudos Literários;
36.
Eventos;
37.
Filosofia;
38.
Fotografia;
39.
Gastronomia;
40.
Geografia;
41.
Gestão Comercial;
42.
Gestão da Qualidade;
43.
Gestão da Segurança Privada;
44.
Gestão de Cooperativas;
45.
Gestão de Recursos Humanos;
46.
Gestão Desportiva e de Lazer;
47.
Gestão de Talentos;
48.
Gestão de Turismo;
49.
Gestão do Agronegócio;
50.
Gestão Empresarial;
51.
Gestão Executiva de Negócios;
52.
Gestão Pública;
53.
História;
54.
História da Arte;
55.
Hotelaria;
56.
Jornalismo;
57.
Letras
58.
Linguística;
59.
Literatura;
60.
Logística;
61.
Marketing;
62.
Moda;
63.
Multimídia;
64.
Museologia;
65.
Música;
66.
Negócios Imobiliários;
67.
Pedagogia;
68.
Processos Escolares;
69.
Processos Gerenciais;
70.
Produção Audiovisual;
71.
Produção Cênica;
72.
Produção Cultural;
73.
Produção Editorial;
74.
Produção Fonográfica;
75.
Produção Multimídia;
76.
Produção Publicitária;
77.
Propaganda e Marketing;
78.
Publicidade e Propaganda;
79.
Rádio e TV;
80.
Relações Internacionais;
81.
Relações Públicas;
82.
Secretariado;
83.
Segurança no Trabalho;
84.
Segurança Privada;
85.
Segurança Pública;
86.
Serviço Social;
87.
Serviços Penais;
88.
Teologia;
89.
Tradução;
90.
Turismo.
4.5.5.1
–Ciências Humanas - Outros cursos da área de Ciências Humanas e Sociais são:
Estudos de Gênero e Diversidade, Economia Doméstica e Psicopedagogia.
4.5.6 – Os Cursos superiores nas áreas de Ciências
Humanas e Ciências Sociais - Conclamação aos pesquisadores das Ciências Humanas
e Sociais.
É
importante fazer uma referência a uma convocatória postada em 21 de julho de
2015, onde foi aberta naquela oportunidade uma, “Consulta à sociedade para
discussão da minuta da Resolução específica sobre a Ética em Pesquisa nas
CHS...” Como o presente tópico se destina a TCC e por consequência a pesquisas
futuras... ”(...) É absolutamente fundamental que todos os pesquisadores...”
nestas áreas tomem ciência para se adequar a princípios consuetudinários (de
forma individual ou coletiva, como membros de associações científicas, de
programas ou unidades universitárias, de instituições acadêmicas ou de Comitês
de Ética em Pesquisa – CEP). Como citado em relação aos Bacharelando em
Direito, o destino das atividades
intelectual e acadêmica das Ciências
Humanas e Sociais pode depender de alteração no sistema CEP/CONEP, com a
criação de uma Resolução específica para as CHS, continuando a Resolução CNS nº
466/2012 a reger diretamente a pesquisa nas ciências biomédicas.
4.5.6.1 – Ciências Sociais.
É
o estudo das origens, do desenvolvimento, da organização e do funcionamento das
sociedades e culturas humanas. O cientista social estuda os fenômenos, as
estruturas e as relações que caracterizam as organizações sociais e culturais.
Ele analisa os movimentos e os conflitos populacionais, a construção de
identidades e a formação das opiniões. Pesquisa costumes e hábitos e investigam
as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições. Desenvolve e
utiliza um conjunto variado de técnicas e métodos de pesquisa para o estudo das
coletividades humanas e interpreta os problemas da sociedade, da política e da
cultura.
4.5.6.1.1 – Estudos Literários.
É
a área científica que cuida da crítica, da reflexão e da pesquisa dos vários
gêneros literários. Focado em pesquisa literária, o curso prepara o aluno para
a crítica teórica e a produção de textos. O bacharel em Estudos Literários é um
profissional especialista em literatura, com pleno domínio do processo de
produção e crítica teórica e da história da literatura. A formação do
profissional inclui bases sólidas de conhecimento da cultura brasileira, de
historiografia literária e de literatura comparada, além de outras áreas de
conhecimento ligadas às ciências humanas, como sociologia, antropologia e
linguística.
4.5.6.2 – Resolução CNS nº 466/2012.
Este
ATO NORMATIVO tem origem no Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua 240ª
Reunião Ordinária, realizada nos dias 11 e 12 de dezembro de 2012; Argui
princípios conferidos pela Lei Federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e
pela Lei Federal nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990... Busca proteger... O
respeito pela dignidade humana e pela especial proteção devida aos
participantes das pesquisas científicas envolvendo seres humanos.

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